Controle de material bélico

Onde está o material, com quem, desde quando e em que condição.

O ATLAS registra a cautela e a devolução de armamento, munição e acessórios na reserva de um batalhão da Polícia Militar. Ele confere a habilitação antes de liberar, colhe a assinatura de quem recebe e guarda cada evento numa trilha que não é reescrita depois.

  • Acesso restrito a pessoal autorizado
  • Trilha de auditoria imutável
  • Duas telas em tempo real
Objetivo

Fechar a lacuna entre o que saiu da reserva e o que está registrado

Livro de carga em papel responde mal a três perguntas simples: onde está, com quem e desde quando. O ATLAS existe para que essas respostas estejam sempre à mão — e sustentadas por registro.

Rastreabilidade item a item

Armamento, acessório e lote de munição têm ficha própria e histórico contínuo: quem retirou, quando, para qual finalidade e em que condição devolveu.

Habilitação conferida na hora

Antes de liberar, o sistema verifica se o militar está habilitado para aquele item. Sem habilitação válida, a cautela é bloqueada — e a liberação excepcional exige credencial e justificativa.

Trilha que não se reescreve

Cada evento entra numa trilha encadeada por hash, gravada uma única vez. Registro não é editado nem apagado, e a integridade da cadeia pode ser verificada a qualquer momento.

Assinatura de quem recebe

O militar confirma o recebimento no próprio atendimento, por biometria ou PIN. O termo é gerado com código de verificação, para conferência posterior.

“O que o sistema registra pode ser questionado em juízo.”

Essa é a premissa de projeto. Ela decide o resto: nada de edição direta em situação de item ou em saldo de munição, nenhuma exclusão de histórico, e tentativa recusada também vira registro — porque a recusa é informação.

Formas de operação

Duas telas na porta da reserva e um painel na retaguarda

Na entrada da reserva, dois terminais trabalham lado a lado: o do armeiro, do lado de dentro, e o totem, voltado para o militar. O que um faz aparece no outro na mesma hora, sem recarregar a página.

Sincronização em tempo real entre o terminal do armeiro e o totem

Os três exigem autenticação. Ao escolher um deles você é levado ao login e, depois de entrar, direto para a tela escolhida — desde que seu perfil tenha permissão para ela.

Atendimento

Da chegada do militar à devolução do material

O fluxo é sempre o mesmo, e cada etapa deixa registro. Nenhuma delas depende de alguém lembrar de anotar depois.

  1. 1

    Identificação

    O militar é reconhecido no atendimento, pela digital ou pela busca do armeiro. O totem passa a mostrar o perfil dele.

  2. 2

    Seleção

    O armeiro monta a cautela pelo catálogo: armamento, acessórios e munição, com a situação de cada item à vista.

  3. 3

    Habilitação

    O sistema confere item a item. Faltando habilitação válida, bloqueia — e a liberação excepcional pede credencial e justificativa.

  4. 4

    Assinatura

    O militar confirma o recebimento na tela voltada para ele, por biometria ou PIN, vendo exatamente o que está recebendo.

  5. 5

    Termo

    A cautela é registrada e o termo é emitido com código de verificação, conferível depois sem precisar de acesso ao sistema.

  6. 6

    Devolução

    Na volta, conferência item a item. Divergência, avaria e munição consumida entram com registro próprio.

O atendimento não para por causa do leitor

Dedo machucado, leitor indisponível, militar ainda sem digital cadastrada: o PIN pessoal continua valendo como forma de assinar. É fallback permanente, não improviso — e fica registrado qual forma foi usada em cada cautela.

Quem pode acessar

Acesso restrito a pessoal autorizado do batalhão

Cada conta recebe um perfil com as permissões do trabalho de quem a usa. Ninguém enxerga mais do que precisa, e o que enxerga fica registrado.

Armeiro

Opera a reserva

Atende o militar, monta a cautela, recebe a devolução e registra divergência e avaria. É quem usa os dois terminais no dia a dia.

Administração

Mantém o cadastro

Cuida do efetivo, das habilitações, do acervo e da manutenção. Também é quem cria as contas e define o que cada perfil pode fazer.

Comando

Acompanha a unidade

Enxerga painéis, pendências e relatórios da unidade e consulta a trilha de auditoria quando precisa reconstituir um episódio.

Não existe autocadastro

O ATLAS é um sistema fechado. Toda conta é criada pela administração do batalhão, vinculada a um perfil e revogável a qualquer momento. Se você precisa de acesso, o caminho é a administração — não esta página.

Ver também deixa rastro

Os perfis são configuráveis: a unidade pode criar papéis próprios e ajustar o que cada um alcança. Consultas a dados sensíveis geram registro, e o que se faz dentro do sistema fica na trilha de auditoria.

Integridade

Feito para ser conferido, não para ser acreditado

O registro do ATLAS pode virar prova. Por isso o desenho parte do princípio de que alguém vai conferir cada linha — e de que a conferência precisa ser possível sem depender de boa vontade.

  • Trilha encadeada, gravada uma vez

    Cada evento entra na auditoria ligado ao anterior por hash. O próprio banco recusa alteração e exclusão, e a integridade da cadeia pode ser conferida a qualquer momento.

  • Dado sensível cifrado

    Campos restritos são cifrados no banco. No caso da biometria, o que fica guardado é o gabarito cifrado: a imagem da digital nunca é armazenada.

  • Nada muda por edição direta

    Situação de item, saldo de munição e estado da cautela só mudam por operação transacionada, que grava a auditoria no mesmo movimento — ou não muda nada.

  • A recusa também é registro

    Cautela bloqueada por falta de habilitação, PIN incorreto e leitura biométrica que não casou ficam registrados. Silêncio no histórico não é prova de que nada aconteceu.

Entrar no ATLAS

O acesso é individual e nominal — cada conta responde por quem a usa. Se ainda não tem a sua, procure a administração do batalhão: as contas e os perfis são criados lá.